domingo, 20 de fevereiro de 2011

Brasil é seleiro de craques

Por José Ricardo Pinto
O surgimento de novos craques no futebol brasileiro acontece de maneira rápida e constante. Nenhum outro país do mundo consegue renovar jogadores de alto nível como o Brasil.

O sucesso da seleção sub-20, campeã sul-americana no Peru, é prova disso. Neymar e Lucas, só para citar dois moleques, já são os jogadores mais caros da nossa terra, dos que atuam por aqui.

Aí, o técnico da seleção principal, sempre depois de o Brasil perder uma copa do mundo, é chamado para fazer renovação do nosso selecionado. Foi assim com o Dunga depois da decepção de 2006 e agora com Mano no pós 2010.

O problema é o que treinador fica quatro anos quebrando a cabeça para montar um time e, na maioria das vezes, até consegue. Mas de repente, dois ou três meses antes da grande competição (copa do mundo) surge o grande craque.

Quando isso acontece, esse novo ídolo não é chamado porque o comandante alega já está com o grupo fechado. Grupo este que levou quatro para ser montado. Não seria justo, dizem eles, com quem ficou defendendo a seleção durante anos ceder o lugar para um novato, justo no melhor da festa.

O Dunga sentiu na pele este problema. Paulo Henrique Ganso e Neymar brilharam como grandes jogadores no primeiro semestre de 2010, a poucos meses da copa.

Como o Sr Dunga já estava como o time pronto, havia vencido varias competições importantes, resolveu deixar os meninos de fora e insistir com os brucutus que estivera com ele durante toda a preparação.

Não dá para escolher qual jogador brasileiro vai à copa quatro anos antes. Seleção tem que ser os melhore do momento. Felizmente, a cada ano, o Brasil produz novos craques candidatos a melhor do mundo.

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